E-commerce
Otimização de e-commerce que já está no ar
Quando a visita já existe, o problema está no caminho até o pedido. Ficha, busca, frete e checkout perdem gente em pontos previsíveis.
Falar com um especialistaPor que minha loja virtual recebe visitas e não vende?
Quando a visita existe e a venda não, a perda acontece em pontos previsíveis do caminho até o pedido, e quase sempre fora do que se costuma olhar. Os mais comuns são a ficha de produto que não responde a dúvida que trava a decisão, a busca interna que não encontra o que a pessoa digitou, o frete que só aparece no fim e assusta, e o checkout que pede mais do que precisa. Otimizar uma loja é corrigir esses pontos em ordem de perda, começando pelo que derruba mais gente. É diferente de aumentar verba de anúncio, que traz mais visita para o mesmo caminho furado, e é diferente de refazer a loja, que costuma jogar fora o que já funcionava.
- Para quem serve
- Loja no ar, com visita e pouca venda
- Onde mexemos
- Ficha, busca, frete, checkout e categoria
- O que não prometemos
- Percentual de ganho em faturamento
- O que é outro serviço
- Recuperar quem saiu, por mídia paga
A loja recebe visita e não vende
Este é o diagnóstico que traz quase todo mundo até aqui, e ele começa com uma separação que muda tudo o que vem depois.
Existem dois problemas diferentes usando as mesmas palavras. Um é de origem: ninguém chega, e o que falta é tráfego. O outro é de caminho: gente chega, olha, e sai antes de comprar. O primeiro se resolve com busca ou anúncio, que são outros serviços. O segundo é o assunto desta página, e ele é mais barato de resolver, porque o custo de trazer aquela pessoa já foi pago.
A distinção é fácil de fazer com o dado que qualquer loja tem. Se muita gente entra e quase ninguém chega a ver uma ficha de produto, o problema é de origem ou de navegação. Se muita gente vê ficha e quase ninguém adiciona ao carrinho, o problema é da ficha. Se adiciona e não finaliza, é do frete, do checkout ou do pagamento.
Otimizar é atacar esses pontos na ordem em que eles derrubam gente, e não na ordem em que incomodam quem olha a loja todo dia. É comum a empresa querer mexer no visual da home enquanto o checkout pede cadastro completo antes de mostrar o valor do frete, o que custa muito mais.
Vale a ressalva de sempre: nada disso conserta preço fora do mercado, produto sem demanda ou catálogo que não interessa a ninguém. A última seção trata desses casos.
- Separar falta de gente de perda no caminho muda a solução
- Perda no caminho é mais barata: a visita já foi paga
- Onde o caminho quebra diz qual etapa corrigir
- A ordem é por perda, não pelo que incomoda quem olha todo dia
A ficha de produto responde ou perde a venda
É onde a decisão acontece, e é a página que mais recebe visita numa loja com catálogo. Também é a mais negligenciada, porque são muitas e ninguém revisa todas.
A regra é que a ficha precisa antecipar a pergunta que a pessoa faria a um vendedor. Como ela não tem a quem perguntar, a dúvida não vira pergunta, vira aba fechada, e ninguém registra que aquilo aconteceu.
Corrigir isso não exige pesquisa complicada: as três perguntas que mais chegam no atendimento são exatamente o que está faltando na ficha. Esse é o dado mais barato que existe numa loja e quase nunca é usado com esse fim.
O que costuma faltar na ficha e o que isso custa
Cada linha é uma dúvida que a pessoa não vai perguntar. Ela apenas sai, e a perda não aparece em relatório nenhum.
| O que falta | A dúvida que fica | Efeito |
|---|---|---|
| Medida e dimensão reais | Cabe no espaço que eu tenho? | Desistência silenciosa, ou troca depois da entrega |
| Prazo de entrega visível | Chega a tempo do que eu preciso? | A pessoa vai conferir em outra loja e compra lá |
| O que vem na embalagem | É uma unidade ou o conjunto da foto? | Reclamação no recebimento e pedido de devolução |
| Variação clara na mesma página | Tem no tamanho que eu quero? | Sai achando que não tem, quando tinha |
| Política de troca perto do preço | E se não servir? | Trava a decisão em compra de valor mais alto |
| Descrição própria, não a do fornecedor | Serve para o meu uso? | Texto igual ao de dezenas de lojas, e sem resposta |
Vale começar pelos produtos mais vistos, e não pelo catálogo inteiro. Corrigir vinte fichas certas rende mais que revisar duzentas sem critério.
A busca interna é o atalho de quem já quer comprar
Quem usa a busca dentro da loja é o visitante mais valioso que existe, e é o mais frequentemente ignorado.
Ele já decidiu o que quer e está tentando chegar lá rápido. Se a busca não encontra, ele não navega até achar: ele conclui que a loja não tem, e sai. Perder essa pessoa é perder alguém que estava com a decisão tomada.
A causa mais comum de busca que não encontra é nomeação. O produto está cadastrado com o nome técnico ou com o nome do fornecedor, e a pessoa digita o nome popular. O item existe, tem estoque, e está invisível dentro da própria loja.
O relatório de termos buscados resolve os dois lados desse problema e custa nada. Ele mostra o que as pessoas digitaram e o que não teve resultado, o que produz duas listas prontas: o que falta no catálogo, e o que existe mas está nomeado de um jeito que ninguém procura.
Vale conferir também o comportamento básico da busca: se ela tolera erro de digitação, se busca por parte da palavra e se mostra alguma coisa útil quando não encontra nada, em vez de uma página vazia que encerra a visita.
- Quem busca já decidiu, e sair dali é a perda mais cara
- Nome técnico cadastrado esconde produto que existe em estoque
- O relatório de termos buscados dá duas listas prontas
- Busca sem resultado precisa oferecer saída, não página vazia
O checkout perde gente em etapas previsíveis
A parte final do caminho tem os pontos de perda mais conhecidos do comércio, e a maior parte deles é evitável com configuração e não com desenvolvimento.
O primeiro é o cadastro obrigatório antes de qualquer coisa. Exigir criação de conta com senha antes de a pessoa saber quanto vai pagar de frete é pedir compromisso antes de dar informação, e uma parte das pessoas simplesmente não segue.
O segundo é o excesso de campo. Todo campo a mais é uma chance a mais de desistir, principalmente no celular. O que não é necessário para entregar o pedido e emitir a nota está atrapalhando, e vale revisar o formulário com essa régua.
O terceiro é a surpresa de valor. Custo que aparece só na última tela, seja frete ou taxa, quebra a confiança construída até ali, e é o assunto da próxima seção porque tem peso próprio.
O quarto é o erro que não explica. Cartão recusado sem mensagem clara, campo inválido sem indicação de qual, tela que volta ao começo e apaga o que foi digitado: cada um desses transforma uma venda quase feita em uma desistência irritada.
Frete escondido é o motivo mais comum de abandono
Entre todos os pontos de perda de uma loja, este é o mais documentado e o mais fácil de melhorar.
O problema não é o frete ser caro, é ele aparecer tarde. Quem descobre o valor na última tela sente que estava sendo levado a um lugar sem saber o preço, e a reação é sair, mesmo quando o valor era aceitável. A mesma quantia informada antes costuma ser tolerada sem reclamação.
A correção é dar a informação cedo. Calculadora de frete na própria ficha de produto, prazo estimado junto do preço e, quando existe regra de frete grátis, dizer com clareza a partir de qual valor ela vale. Essa última costuma aumentar o valor do pedido, porque quem está perto do limite adiciona mais um item.
Existe um erro relacionado que custa mais que o frete alto: anunciar condições diferentes em lugares diferentes da loja. Tarja prometendo frete grátis para todo o Brasil enquanto a regra limita a algumas regiões faz a pessoa descobrir a contradição no carrinho, e ali não se perde só o pedido, se perde a confiança.
A decisão comercial de quando oferecer frete grátis não é assunto desta página, e está tratada na nossa página de criação de loja virtual, porque precisa ser tomada com a margem na mesa.
- O problema é o valor aparecer tarde, não ele ser alto
- Calculadora na ficha e prazo junto do preço resolvem cedo
- Frete grátis a partir de um valor tende a aumentar o pedido
- Condição anunciada diferente da regra quebra a confiança
Categoria e produto competem entre si na busca
Existe um problema de busca que é específico de loja e não aparece em site comum, e ele nasce da própria estrutura do catálogo.
Quando alguém procura por um tipo de produto, a página que deveria atender é a de categoria, que mostra as opções e permite comparar. Quando procura por um item específico, a página certa é a do produto. O problema aparece quando as duas disputam a mesma procura, o que acontece quando a categoria tem um item só, ou quando o nome da categoria é praticamente igual ao do produto.
A causa mais comum disso é a árvore de categorias montada por variação, com uma página para cada tamanho ou cor. Isso multiplica páginas rasas e quase idênticas, e todas perdem força. A correção estrutural está descrita na nossa página de criação de loja virtual, e vale dizer que ela é mais barata de fazer antes de a loja encher.
Do lado do que é visível na busca, os dois pontos que mais rendem são simples e trabalhosos: título de página que diga o que é o produto sem virar uma pilha de palavras, e descrição própria em vez da copiada do fornecedor, que aparece igual em dezenas de lojas.
Existe ainda o marcador que informa preço, disponibilidade e avaliação aos buscadores. Quando ele não existe, a loja aparece na busca sem essas informações, ao lado de concorrentes que aparecem com elas. Isso é trabalho técnico e tem página nossa dedicada.
Foto ruim custa mais que texto ruim
Numa loja, a imagem faz o trabalho que a mão faria numa loja de rua, e é o elemento que mais decide antes de qualquer leitura.
O que costuma faltar não é qualidade artística, é informação. Foto do produto sozinho no fundo branco mostra o que é; foto em uso mostra o tamanho e o contexto; foto com escala ou com objeto conhecido ao lado responde a dúvida de dimensão que o texto sozinho não resolve. Um detalhe em close explica acabamento e material melhor que um parágrafo.
A quantidade importa mais que o capricho de cada uma. Produto com uma foto só transmite pouco e gera dúvida; produto com cinco ângulos diferentes reduz devolução, porque a pessoa entendeu o que estava comprando.
Existe um custo técnico que quase ninguém percebe: foto subida no tamanho original da câmera, com vários megabytes, deixa a loja lenta. Lentidão custa venda e custa posição na busca ao mesmo tempo, e essa é uma das correções mais baratas que existem numa loja com catálogo grande.
Quando o cliente não tem como produzir foto boa, isso vira uma limitação real do projeto e é melhor tratar como tal do que compensar com texto. É também o tipo de coisa que a nossa página de produção de conteúdo resolve.
- Falta informação na imagem, e não qualidade artística
- Escala e contexto respondem a dúvida de tamanho
- Cinco ângulos reduzem devolução mais que um texto longo
- Foto pesada deixa a loja lenta, e lentidão custa venda
Avaliação de quem já comprou
Avaliação de produto é o argumento que a loja não escreve, e por isso é o mais confiável para quem está decidindo.
O efeito prático é de redução de risco. Comprar sem tocar exige um salto de confiança, e o relato de outra pessoa que comprou o mesmo item encurta esse salto mais que qualquer descrição feita pela loja. Em produto de valor mais alto, isso pesa ainda mais.
O obstáculo é que quase ninguém avalia espontaneamente. O que funciona é pedir, no momento certo, que é alguns dias depois de a pessoa ter recebido e usado, e não no instante da entrega. Um pedido simples, direto e sem burocracia rende mais que um sistema elaborado.
Avaliação negativa assusta e costuma ajudar. Loja com todas as notas máximas gera desconfiança, e uma crítica respondida com educação e solução mostra que existe gente do outro lado. O que estraga é apagar, ignorar ou responder com defensiva.
Vale a fronteira: aqui estamos falando de avaliação de produto dentro da loja. Avaliação no Perfil da Empresa no Google, com as regras do que pode e do que é vedado, é outro assunto e tem página nossa dedicada.
O carrinho abandonado tem duas causas
É o número que mais assusta lojista e o mais mal interpretado, porque duas coisas muito diferentes aparecem sob o mesmo nome.
Uma parte do abandono é comportamento normal e não é problema. Muita gente usa o carrinho como lista de desejo, para comparar preço em outra aba ou para guardar para depois. Essas pessoas nunca tiveram intenção de comprar naquele momento, e nenhuma correção de loja muda isso.
A outra parte é atrito, e essa é recuperável mexendo na loja: frete que apareceu tarde, cadastro obrigatório, campo demais, erro sem explicação, forma de pagamento ausente. Cada um desses é uma pessoa que queria comprar e não conseguiu, e é exatamente o que as seções anteriores tratam.
Existe ainda um terceiro caminho, que não é de loja e sim de mídia: alcançar de novo quem saiu, com anúncio que mostra o produto que a pessoa viu. Isso é remarketing, tem lógica, custo e mensuração próprios, e tem uma página nossa dedicada. Não é o que fazemos nesta frente.
A ordem que recomendamos é essa mesma: primeiro tirar o atrito, depois pensar em recuperar quem saiu. Investir em recuperação enquanto o checkout ainda derruba gente é pagar duas vezes pela mesma pessoa.
Vale delimitar o nosso escopo também aqui, como fazemos nas outras páginas do pilar: mexemos no que é nativo da loja, em ficha, busca, frete, checkout e estrutura de categoria. Integração com sistema de gestão, controle de estoque externo e canal de marketplace ficam fora, e quando o caso pede isso, apontamos em vez de aceitar.
- Parte do abandono é lista de desejo, e não é problema
- A parte recuperável é atrito, e se corrige dentro da loja
- Alcançar quem saiu com anúncio é remarketing, e é outra frente
- Tirar o atrito antes evita pagar duas vezes pela mesma pessoa
Quando o problema não está na loja
Vale dizer antes de orçar, no mesmo tom que usamos nos outros serviços.
Se o preço está fora do mercado e o produto é o mesmo vendido em outros lugares, nenhuma correção de ficha resolve. Comparar preço em comércio é fácil demais, e quando a diferença é grande, a loja precisa oferecer outra coisa em troca, como prazo, condição ou atendimento.
Se o catálogo não tem demanda, o problema é anterior à loja. Produto que ninguém procura não vende por estar bem apresentado, e essa conclusão é dura, e é melhor chegar a ela em dois meses do que em dois anos.
Se quase ninguém chega, o assunto é tráfego e não caminho. Melhorar o caminho de uma loja que recebe trinta visitas por mês não muda faturamento, porque não há gente suficiente para a correção fazer diferença.
E se a operação não dá conta do que já vende, corrigir a loja piora o problema. Pedido que atrasa, produto sem estoque no ar e atendimento que não responde geram devolução e reclamação, e aumentar o volume nesse cenário machuca a reputação em vez de ajudar.
O que dá para medir sem se enganar
Loja tem mais números disponíveis que qualquer outro tipo de site, e é justamente por isso que é fácil se perder neles.
O que interessa é a taxa de passagem entre etapas, e não o total de cada uma. Quantos dos que veem a ficha adicionam ao carrinho, quantos dos que adicionam iniciam o checkout, quantos dos que iniciam finalizam. É essa sequência que aponta onde mexer, e ela é mais útil que qualquer número absoluto.
Vale acompanhar também o que a busca interna registra, que já foi dito, e as três dúvidas que mais chegam no atendimento, que costumam apontar exatamente a ficha que precisa de correção.
O que não fazemos é prometer percentual de ganho. Não temos case de e-commerce com receita registrada, e apresentar número de outro serviço aqui seria atribuir a esta frente um resultado que não é dela. Quem promete aumentar faturamento em uma porcentagem definida está vendendo o que não controla, porque preço, produto e concorrência não estão na mão de quem otimiza.
A leitura honesta é de antes e depois na etapa mexida, com prazo suficiente para o volume fazer sentido. Loja pequena oscila por acaso, e duas semanas ruins depois de duas boas raramente significam alguma coisa.
- A taxa de passagem entre etapas diz onde mexer
- Busca interna e dúvidas do atendimento apontam a correção
- Sem promessa de percentual: preço e produto não são nossos
- Volume pequeno oscila por acaso, e não vira conclusão
Como conduzimos um trabalho de otimização
A ordem abaixo segue a perda, e não o incômodo. O que derruba mais gente é corrigido primeiro, mesmo quando não é o que mais incomoda quem olha a loja todo dia.
Separar falta de gente de perda no caminho
Se quase ninguém chega, o assunto é tráfego e dizemos isso. Otimizar o caminho de uma loja com pouca visita não muda faturamento, porque não há volume para a correção aparecer.
Encontrar onde o caminho quebra
Quantos veem ficha e não adicionam, quantos adicionam e não iniciam o checkout, quantos iniciam e não finalizam. A sequência aponta a etapa, sem depender de achismo.
Ler a busca interna e o atendimento
Os termos digitados sem resultado e as três dúvidas que mais chegam produzem uma lista pronta de correção, e é o dado mais barato que uma loja tem.
Corrigir o checkout e a exibição de frete
Cadastro obrigatório, campo desnecessário, erro sem explicação e valor que só aparece no fim. É onde a perda é maior e a correção é de configuração.
Reescrever as fichas mais vistas
Começando pelos produtos com mais visita, e não pelo catálogo inteiro. Medida, prazo, o que vem na caixa e a variação clara na mesma página.
Ajustar estrutura de categoria e o que aparece na busca
Para categoria e produto pararem de competir pela mesma procura, com título que diz o que é e descrição própria no lugar da copiada do fornecedor.
Comparar antes e depois na etapa mexida
Com prazo suficiente para o volume fazer sentido, e sem transformar oscilação de loja pequena em conclusão. Nenhum percentual prometido no começo.
Otimização de e-commerce para lojas de São Paulo
Lojista de São Paulo compete com quem entrega rápido, e o comprador daqui compara prazo antes de comparar preço com mais frequência que a média. Prazo real exibido na ficha de produto, junto do preço, costuma render mais que desconto, e é uma correção de configuração e não de negociação com transportadora.
A concentração de concorrência também pesa: em quase toda categoria existe outra loja vendendo o mesmo item a um clique. Isso torna a ficha de produto ainda mais decisiva, porque a pessoa que sai para conferir em outro lugar dificilmente volta.
Para loja com público concentrado na região, existe uma correção específica que rende bem e é ignorada: deixar claro de onde o produto sai e oferecer retirada quando ela existe. Quem está na mesma cidade valoriza receber no dia seguinte, e essa informação raramente está visível na ficha.
A Axcali fica em São Paulo, atende empresas da capital e da região metropolitana, e trabalha de forma remota com clientes de todo o Brasil.
- São Paulo capital
- Zona Sul
- Zona Oeste
- Zona Norte
- Zona Leste
- Guarulhos
- Osasco
- Grande ABC
- Região metropolitana
Perguntas frequentes
O que mais perguntam sobre melhorar uma loja que já está no ar.
Qual a diferença entre otimizar a loja e aumentar a verba de anúncio?
Uma corrige o caminho, a outra traz mais gente para o mesmo caminho. Quando a loja perde gente na ficha, no frete ou no checkout, aumentar verba faz o desperdício crescer junto, porque cada visita a mais encontra o mesmo obstáculo. Corrigir o caminho é mais barato porque o custo de trazer aquela pessoa já foi pago. A conta muda quando quase ninguém chega: aí não há volume suficiente para a correção aparecer, e o assunto é tráfego mesmo.
Vale mais otimizar a loja atual ou refazer do zero?
Refazer costuma ser a decisão mais cara e a mais arriscada. Loja no ar acumulou histórico de busca, endereços conhecidos e uma base de clientes que já sabe navegar ali, e refazer joga parte disso fora junto com os problemas. Otimizar ataca o que está derrubando gente sem descartar o que já funciona. Refazer se justifica quando a plataforma impede o que a operação precisa fazer ou quando o catálogo cresceu além do que ela comporta.
Por que tanta gente abandona o carrinho?
Por dois motivos diferentes que aparecem sob o mesmo nome. Parte é comportamento normal: gente usando o carrinho como lista de desejo ou para comparar preço em outra aba, e isso nenhuma correção muda. A outra parte é atrito, e essa é recuperável: frete que apareceu só no fim, cadastro obrigatório antes de mostrar valor, campo demais, erro sem explicação. Vale corrigir o atrito antes de investir em recuperar quem saiu, ou você paga duas vezes pela mesma pessoa.
Preciso reescrever a descrição de todos os produtos?
Não, e tentar isso costuma travar o projeto. Comece pelas fichas mais vistas, que concentram a maior parte da perda: corrigir vinte fichas certas rende mais que revisar duzentas sem critério. O que priorizar dentro de cada uma são as informações que travam a decisão, como medida real, prazo, o que vem na embalagem e para qual uso o produto serve. As três dúvidas que mais chegam no seu atendimento já são a lista do que está faltando.
Por que meus clientes não encontram produtos que eu tenho?
Quase sempre é nomeação. O produto está cadastrado com o nome técnico ou com o nome que o fornecedor usa, e a pessoa digita o nome popular. O item existe, tem estoque e está invisível dentro da própria loja. O relatório de termos buscados resolve isso e custa nada: ele mostra o que foi digitado e o que não teve resultado, produzindo duas listas, o que falta no catálogo e o que está nomeado de um jeito que ninguém procura.
Onde devo mostrar o valor do frete?
O mais cedo possível, de preferência com calculadora na própria ficha de produto e o prazo estimado junto do preço. O problema quase nunca é o frete ser caro, é ele aparecer tarde: quem descobre o valor na última tela sente que estava sendo levado sem saber o preço, e sai mesmo quando o valor era aceitável. Se existe regra de frete grátis, diga a partir de qual valor ela vale, porque quem está perto do limite costuma adicionar mais um item.
Quantas fotos cada produto precisa ter?
Mais do que uma, e com funções diferentes. Uma mostra o produto isolado, outra mostra em uso para dar contexto, outra dá escala para responder a dúvida de tamanho, e um detalhe em close explica acabamento melhor que qualquer parágrafo. Cinco ângulos reduzem devolução, porque a pessoa entendeu o que estava comprando. Cuide do peso do arquivo: foto subida no tamanho original da câmera deixa a loja lenta, e lentidão custa venda e posição na busca.
Devo pedir avaliação para quem comprou?
Sim, porque quase ninguém avalia espontaneamente, e a avaliação é o argumento que a loja não escreve. O momento certo é alguns dias depois de a pessoa ter recebido e usado, e não no instante da entrega. Um pedido simples e direto rende mais que um sistema elaborado. E não tema a crítica: loja com todas as notas máximas gera desconfiança, e uma reclamação respondida com solução mostra que existe gente do outro lado.
Otimizar a loja ajuda a aparecer no Google?
Parte do trabalho ajuda, sim. Título de página que diz o que é o produto, descrição própria no lugar da copiada do fornecedor e estrutura de categoria que não multiplica páginas quase idênticas são correções que servem à venda e à busca ao mesmo tempo. Há também o marcador que informa preço e disponibilidade aos buscadores, que quando falta faz a loja aparecer sem essas informações ao lado de concorrentes que aparecem com elas. Isso é trabalho técnico e tem página nossa.
Quanto minha loja pode melhorar?
Não prometemos percentual, e é honesto explicar por quê. Não temos case de e-commerce com receita registrada, e apresentar número de outro serviço aqui seria atribuir a esta frente um resultado que não é dela. Além disso, preço, produto e concorrência não estão na mão de quem otimiza. O que dá para dizer é onde a loja está perdendo gente hoje e qual etapa corrigir primeiro, e comparar antes e depois naquela etapa, com prazo suficiente para o volume fazer sentido.
Continue por aqui
Vamos falar sobre otimização de e-commerce?
Explique seu cenário e retornamos com um diagnóstico honesto do que vale a pena fazer primeiro.